

Desenrolando...
Como primeira experiência com crianças, no projeto Modelagem Molecular vinculado ao Cientistas na Escola, a temática escolhida para trabalharmos foi “Do que é feito a matéria?”.Com o tema escolhido, foi possível ver a perplexidade de como adaptar um conteúdo para crianças, pois a abordagem não deve tirar as linguagens técnicas/conteúdos e sim mudar a maneira que é explicado, contextualizando para a realidade dos pequenos. Então, uma serie de pesquisas e um toque de criatividade foram utilizados para a realização da palestra “Do que é feito a matéria?”. Tudo isto, não poderia começar sem a essência do projeto que é o cientista, afinal falaram para as crianças que cientistas iriam visita-los, então teríamos que saber que noção as crianças tinham de cientistas e quem sabe quebrar alguns paradigmas (como que cientistas são loucos e trabalham sozinhos), com isso a primeira pergunta de toda palestra será “O que faz um cientistas?”..
Nesta pagina, iremos mostrar nossas experiencias com o projeto e como foram aperfeiçoadas as aulas para melhor entendimento aos alunos.
Autora: L.G. Covalski.
Escola Municipal Pe. João Cruciani

Na palestra apresentada na Escola Pe. João Cruciani com crianças de 6 à 8 anos, começamos de forma descontraída em um curto bate papo com as crianças que estavam fantasiadas e já estavam nos chamando de cientistas. Então, com ajuda de slides começamos com a pergunta “O que faz um cientista?”, as respostas foram desde “quem faz remédios“ à simplesmente “Faz as coisas”. Com imagens, mostramos que os cientistas são pesquisadores seja de animais, plantas, remédios e entre outros.
Após começamos a discutir “O que é matéria?”, sendo que nenhum soube responder exatamente, então explicamos que é tudo, desde o ar até eles. “Do que é feito a matéria?” foram questionados, então foi aplicado um jogo para explicar sobre.

Brincadeira da batata quente adaptada.
Nesta batata quente adaptada, dentro do pote (a batata quente) havia algo que os alunos não podiam ver, então quando a musica parasse o aluno que ficasse com o pote na mão deveria tentar adivinhar o que tinha dentro. As crianças balançavam, cheiravam e tentavam olhar dentro para adivinhar, mas não conseguiram. As respostas foram repetidas limitando-se mais a “carrinho” e “pedra”. Ao final deixamos abrir a caixa onde havia macarrão cru dentro (recomendo não usar nada comestível, pois se não olha-los com atenção algum pode ingerir). Esta brincadeira foi aplicada para explicar que a matéria é composta por de átomos e que embora os cientistas possam saber que eles existem não podem vê-los a olho nu e descobrem através de estudos mais ou menos como eles fizeram fazer com a caixinha (cheirar, escutar barulho, chegar o olho bem perto pra tentar olhar dentro).
Antes de mostrar um do modelos atômicos, colocamos uma foto do Homem de Ferro na descoberta de um novo elemento (redescoberta pois foi o pai dele que descobriu, só não tinha meios para fazê-lo “real”) no slide para explicar que nem tudo que eles veem nos filmes é verdade e que os cientistas não trabalham sozinhos. Em seguida, foi mostrado o sistema solar para eles associarem ao modelo atômico de Bohr, mas eles ficaram fascinados pelo sistema solar e se dispersaram querendo só falar sobre. Após acalma-los mostramos o modelo de Bohr explicando que não era o que entendiamo por átomo, mas era muito importante.


Imagens utilizada nos slides
Depois de apresentar o átomo perguntamos a eles “Átomos interagem uns com os outros?” e alguns já responderam que sim e outros ficaram olhando ou tendo uma conversa paralela. Para explicar como os átomos se ligam primeiramente demos a eles bexigas e um plástico para provar a existência dos elétrons, neste experimento eles atritaram no cabelo a bexiga e o plástico e logo após colocavam o plástico em cima na bexiga. Infelizmente somente funcionou com uma das cientistas que foi quem aplicou este experimento.

A formação de moléculas foi explicado através da água (H2O) e já aproveitando o encaixe falamos de seus estados (sólido, liquido e gasoso). Como forma de melhor compreensão da transformação da matéria e de como vemos átomos/moléculas interagirem usamos uma musica infantil chamada “Pipoca”. Cantando e pulando junto às crianças mostramos a elas que elas ficaram ofegantes, coradas e quentes ao pular e que a mesma coisa acontecia na interação entre as reações químicas (liberação de gás, mudança de temperatura e mudança de cor). Nesta musica vai falando para as pessoas irem pegando na mão uma das outras o que usamos para dizer que os átomos só se ligam a quem elas tem afinidade, no caso das crianças com seus amiguinhos elas pegaram na mão e começaram a pular.
Por fim para mostrar a interação entre átomos/moléculas foi feito o experimento da pasta de elefante. Com isso mostramos a liberação de gás formando uma espuma colorida. Posteriormente voltamos a perguntar as perguntas que eles não souberam responder no inicio e eles conseguiram responder da maneira deles, mas o que importa é que estava certo.
Encerramos conseguindo o abraço de todas elas. Foi uma experiência fascinante! O que mais me surpreendeu até agora é o olhar que as crianças tiveram para nós, é como se fossemos o Einstein e mal sabem elas que na verdade elas que são os pequenos e doces cientistas.
Autora: L. G. Covalski
Escola Municipal Professor José Wanderley

A segunda palestra realizada sobre “O que é matéria” foi direcionada para crianças um pouco mais velhas do que na primeira, alunos da Escola Municipal Professor José Wanderley e da 3ª série do fundamental, no dia 01/11/18. Iniciamos da mesma maneira, perguntando o que um cientista faz, e as respostas foram diversas. Mostramos para eles que o cientista trabalha de inúmeras maneiras, inclusive descobrindo novas espécies de animais, como o Cuscuz, que é um animal que os biólogos possuíam dúvidas se ele era um gambá ou um canguru, e a vespa Tinkerbella nana, que teve seu nome inspirado na Sininho do desenho Peter Pan.
Para explicar o que é matéria utilizamos uma nova dinâmica, com peças de lego, para as crianças entenderem como os átomos interagem entre si e como formam a matéria. Seguimos perguntando do que é feito a matéria e fizemos a brincadeira da batata quente, mas dessa vez colocamos uma tampa de um batom dentro da caixinha, algo que consideramos difícil, para eles terem que analisar bem e sentirem na pele como o método científico ocorre.
Trouxemos o exemplo do filme “Homem de Ferro” novamente para falar do átomo, pois nesse filme ele “cria” um átomo, e as crianças adoram filmes de heróis. Perguntamos se eles gostavam do Homem de Ferro e a resposta foi positiva, como esperada. Dessa vez focamos na explicação que nem tudo que aparece nos filmes é verdade e que para realmente criar um novo elemento é preciso de uma tecnologia muito avançada, que só existe no filme. A partir disso, explicamos o átomo para eles seguindo o modelo de Rutherford, como sendo o sistema solar, para ser mais lúdico para eles. Onde o núcleo do átomo é formado por nêutrons e prótons, e ele é positivo por causa dos prótons (sol) e em volta dele temos os elétrons, que são negativos (planetas). Introduzimos os conceitos de carga positiva e negativa, para a brincadeira seguinte fluir melhor.
A brincadeira da bexiga dessa vez não deu certo, nem com as cientistas presentes, nem com os alunos, pois o tempo estava muito úmido. Mas mesmo assim pudemos explicar como é a interação das cargas com a ligação que ocorre entre os átomos, falando que os opostos se atraem, ou seja, negativo atrai positivos e assim eles se ligam e forma as coisas.
Utilizamos as imagens abaixo para explicar como ocorrem as ligações químicas e aproveitamos para explicar sobre os estados físicos da matéria, utilizando o exemplo da água.


Imagens utilizadas nos slides.
Na brincadeira da pipoca o conceito de opostos se atraem e das cargas já estava bem colocado para eles e a brincadeira fluiu muito bem, além de ser uma brincadeira extremamente divertida, foi muito didática para explicar como acontece uma reação química. Elucidamos que os átomos interagem com quem eles gostam, mas não necessariamente eles são iguais.
Utilizamos a mesma experiência da pasta de elefante e adicionamos a experiência de encher a bexiga com a reação entre o bicarbonato e o vinagre, esta última utilizamos para demonstrar que a reação química libera gás e as crianças já conheciam e sabiam como funcionava, pois já tinham visto em vídeos na internet.
Finalizamos a nossa palestra com um momento respondendo perguntas em geral sobre ciência, que as crianças tinham escrito para nós, como por exemplo: o que é gravidade? E o professor Marcos, “cientista master” como apresentamos a elas, explicou para as crianças utilizando as bexigas.
